Tirar apontamentos é das formas mais fáceis de aprender aquilo que se estuda, não há dúvidas sobre isso. Mas será que todos os apontamentos servem esse fim? Não! Ah, então é por isso que não tenho as notas que queria. Talvez, não sei, mas provavelmente sim. Páginas com mil e uma cores, dois mil e cinquenta sublinhados e não sei quantos autocolantes não vos vão beneficiar. Pelo contrário. As anotações querem-se simples e arrumadas. Como assim arrumadas? Já vos explico. Ta na na nããã... Apresento-vos o guia para os apontamentos perfeitos!
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| Esta imagem não tem nada a ver com o assunto |
Antes da aula
Eu sei que lá para meio do ano ninguém vai fazer isto. O tempo aperta, há testes, exames, apresentações a caminho e falta a motivação para fazer o que vos vou instruir. Não sejam como eu, eu sou aquela lenta que não consegue acompanhar os sumários, então deixa uma porrada deles por escrever e passados três meses lembra-se de os atualizar. É extremamente desagradável isto que eu faço e os professores detestam. Tirem um tempinho em casa para ver se têm tudo atualizado e, se conseguirem, dêem uma vista de olhos na matéria que se segue.
Durante a aula
Quem tem disciplinas mais práticas e línguas estrangeiras (sem ser inglês) sabe que compreender a matéria de raiz faz toda a diferença. Por isso, devemos adotar uma atitude matura nas aulas. Os risinhos e as conversas são muito engraçadas, mas trata-se do vosso futuro (quer dizer, no básico nem tanto). Foquem-se no vosso professor e no manual (se necessário). Tirem notas dos aspetos que o professor destaca e realcem aquilo que for mais importante em todo o seu discurso. Não se importem com a letra, se está bonito ou não, façam isso a lápis e depois mudam.
Depois da aula
Eu disse que depois mudavam. Quando chegarem a casa, passem tudo o que escreveram a limpo. Assim, poupam tempo de estudo, pois vão assimilar conteúdos com muito mais facilidade. Façam os vossos trabalhos de casa no caderno. Evitem escrever nos livros. Porquê? Primeiro, nunca há espaço suficiente para respostas. Segundo, podem querer vender os vossos manuais e não podem porque estão todos rabiscados. Terceiro, se concentrarem tudo no mesmo espaço, escusam de espalhar tudo o que diz respeito a uma só disciplina.
Forma do apontamento
Lê-se muita coisa sobre o
método de Cornell. Talvez seja
mais indicado para universitários, mas creio que também servirá para alunos de secundário. Deixem uma
margem à esquerda da folha com uma largura de dois dedos (mais ou menos). Depois criem um
rodapé na página com cerca de quatro dedos de altura. Na
margem, escrevam as vossas dúvidas, destaquem os tópicos dos apontamentos, entre outras coisas que vos potenciem a memória. No
rodapé, resumam aquilo que escreveram no espaço grande que sobrou após a divisão. Não se esqueçam de
utilizar a mesma cor para a maioria do texto e
utilizar outras cores apenas para destacar ideias muito importantes. Não façam do resumo um arco-íris! Às tantas não vão ter nada destacado, vão ter uma grande mancha colorida. Finalmente,
evitem fazer resumos no computador. Foi um hábito que ganhei, visto que escrevo muito sempre que estudo e tenho tendência a ficar com o polegar inflamado, mas só me prejudicou.
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